Descubro-me uma apaixonada eterna pela vida e, consequentemente, pelo que esta tem me oferecido de mais sagrado. assim o sendo, o faço de maneira humilde, mas que melhor encontro para alcançar a todos...uma oração a cada escrita em agradecimento a cada presença...
6 de nov. de 2008
(2008).
Não sei se a vida é curta,
Ou longa demais
Mas sei do que vivemos ...
Colo que acolhe
Braço que abraça apertado
Palavra que conforta
Lágrima que corre
Olhar que cala fundo n’alma
Mãos que se estendem
Sorrisos, gargalhadas que contagiam
Conversas paralelas
Sentimentos que compartilham
Sonhos que se integram
Dores abrandadas
Emoções que aquecem
Afetos que perduram
Amores que aparecem, desaparecem
Silêncio que respeita
...
Risos sem graça
Choros desesperados
Frases feitas
Olhares perdidos
Discussões repentinas
Palavras que afastam
Afetos que se esquecem
Braços que se negam
Anseios que dividem, separam
Devaneios que se diferem
Desgostos que doem intensamente
...
Momentos de estar próximo... longe,
momentos de ouvir o chamado...apenas chegar-se
momentos de saber manter a distância, o espaço
momentos de respeitar o momento...
Silenciar.
Pequenos gestos,gestos simples
Apenas gestos.
6 de set. de 2008
(2008).
Às vezes me pergunto de quantas almas sou formada.
Atenta as minhas sensações e emoções,
E estes, por sua vez, tornam-se mais de mim mesmo.
Assisto minha passagem.
Momentos ora se negam,
ora se confirmam,
ora se suavizam,
ora se intensificam...
nas lembranças
ora ternas,
ora dolorosas,
ora presentes,
ora distantes
de um tempo que parece perder-se
em quaisquer desses instantes.
A freqüência de suas alternâncias me causam
confusão,
angústia,
ansiedade,
engrandecimento,
encantamento,
surpresa!
Vivo, conheço, reconheço, significo, resignifico e solto.
Meus pensamentos esquecem de refletir sobre os alheios da razão.
Distraída dos segredos minh’alma busca o que oculto está no sentimento.
Compreendo que a importância da minha existência já não requer forma definida
Apenas o que sinto me contém.
Talvez eu seja meramente humana...
querendo ser alguém!
6 de ago. de 2008
(2008).
Por breve instante parei minha vida.
O olhar travesso perdeu-se dentro dos pensamentos,
Submergi no sonho de brincar com recordações passadas,
Acontecimentos presentes,
Desejos futuros.
Pus-me a recordar simplicidades de pessoas e situações que ao acontecer
Tornam minha vida feliz, iluminada e mais sábia...
Meu coração ficou aquecido,
Meu espírito transcendeu meu corpo.
Remexendo emoções e sentimentos
nos registros de um “livro” de histórias infindas,
Revivi para sentir novamente papéis velhos, retalhos, meios, inteiros...
instantes de uma eternidade necessariamente finita,
manifesta na minha humilde natureza humana.
Assisti a madrugadas não dormidas,
A manhãs não acordadas,
A dores sentidas e não reveladas,
Memórias escondidas,
Sorrisos expressos,
Abraços trocados,
Beijos apaixonados,
Saudações e gentilezas,
Mágoas e tristezas,
Perguntas sem respostas,
Respostas sem perguntas,
Projetos abandonados,
Projetos realizados,
Limites testados, reconhecidos, ultrapassados;
Encantamentos e realidades.
Uma eternidade num curto momento!
De repente acordei, sem saber se sonhei, se fantasiei
ou se eram verdadeiras as imagens e palavras
destes pequenos e significativos instantes que a vida me trouxe
E que me fazem tão inteiramente feliz!
(2008)
O universo não me deu asas para voar.
Deu-me imaginação.
O universo não me deu asas.
Deu-me braços (para abraçar).
O universo não me deu asas.
Deu-me pés (para trilhar os caminhos do mundo).
O universo não me deu asas.
Deu-me mãos (para acariciar).
O universo deu-me lágrimas
Para irrigar o espírito.
Deu-me a voz
Para orar (junto às demais).
Deu-me a visão
Para que a escuridão se amaine ao amanhecer.
Deu-me ouvidos
Para atenta ficar ao silêncio.
O universo deu-me sentimentos,
Emoções...
Alegrias...
Tristezas...
Dores...
Paixões...
Amores...
Pensamentos...
O universo deu-me utopias
Para que eu saiba que existem coisas inatingíveis.
O universo deu-me vontade para entender
Que das coisas inatingíveis posso transformá-las em degraus para as possíveis!
9 de jun. de 2008
SENSAÇÕES QUE SE REVELAM (2008).
sabem bem como fazê-lo...
Olhar direto
Ouvir atento,
Toque intenso,
Passadas firmes,
Palavras seguras.
Mostram o que sentem
sem renegar, sem camuflar.
Falam no instante presente...
Calam no instante conveniente...
Aconchegam no instante preciso...
Deixam seguir no instante oportuno...
Ah, então o que escrever dos amigos!
O corpo inteiro parece traduzir:
A boca fica a proferir mil palavras...
As mãos a gesticular ininterruptamente...
O coração desencadeia um ritmo acelerado...
Os olhos refletem um brilho ofuscante...
Os braços se remetem ao encontro esperado...
Os pés se apressam no alcance...
A alma busca infinitamente...
O que não sei como de outra maneira expressar.
Ser amigo lealmente
bastaria para quem quer manifestar quanto sente
este sentimento do jeito de amar!
29 de mai. de 2008
(2007)
O tempo é minha história.
Do que já fiz guardo lembranças leves,
De todos os sabores e cores.
me entrego intensamente ao momento
porque sei que o agora já passou e para mantê-lo...
somente vivendo-o no instante que se faz presente.
Este deixo para quando chegar...
Pois, então, já o terei vivido intensamente.
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(2008)
Percorrer estradas,
Quebrar esquinas,
Subir montanhas,
Mergulhar águas,
Optar encruzilhadas.
Errar,
Acertar,
Deslizar,
Cair,
Levantar,
Arrepender-se,
Acreditar!
Viver,
Morrer,
Desfalecer,
Reanimar,
Encontrar,
Reencontrar,
Perder-se...
em outro ou de outro.
Somar,
Dividir,
Multiplicar
Sem diminuir.
Apaixonar-se...
Com mansidão,
Com aconchego,
Com limites,
Sem finitudes,
Sem tempo para acabar.
Caminhar sereno,
Carinho espontâneo,
Sorriso límpido,
Olhar terno, intenso,
Abraço imenso.
Sintonia que se completa no investimento...
De realidades vividas, passadas e presentes,
De lembranças retidas...
De saudades sentidas...
Cumplicidades.
Apaixonar-se...
Somar o querer de um encontro de espíritos
Que aplaudem emoções compartilhadas...
Lágrimas autênticas...
Decisões tomadas...
Atitudes realizadas...
Gestos explícitos...
Sentimentos sustentados...
que, então, transformados em doce e terna,
mas não eterna,
Paixão.
4 de mai. de 2008
NO DECORRER DA VIDA.
(2008)
No decorrer da minha vida,
muitas pessoas cruzarão meu caminho...
dia após dia.
Porém somente algumas dessas
ficarão para "sempre" nas memórias de minhas lembranças.
Essas pessoas, de nomes diversos
de tipos múltiplos,
de personalidades heterogêneas...
Algumas levarei no coração pelo simples fato de passarem pelo meu caminho,
Outras, pelas simples mas determinantes palavras proferidas quando precisei.
Ainda há aquelas que se detiveram um breve minuto para acalmar minhas dores e ouvir...
minhas tristezas, medos, vitórias, derrotas, alegrias...
Aquelas que confiaram a mim seus segredos,
e compartilharam suas vitórias, insucessos, angústias...
É verdade,
estas, aquelas, as outras e outras ainda estão cravadas, como marcas da alma,
que então identificam meu SER GENTE...
Minha história.
22 de mar. de 2008
Subi a mais alta montanha
Para encontrar apenas gelo e nuvens.
Desci ao mais profundo das águas
Para ver somente escuridão.
Naveguei pelos maiores oceanos
Para, ao fim, aportar no mesmo lugar da partida.
Alcei o vôo mais alto, para além das nuvens,
para minha surpresa, havia somente as estrelas e o universo.
Andei por muitas e longas estradas de terra batida
para conseguir apenas dores nos pés.
Estudei línguas e filosofias.
Devotei-me a deuses, religiões e crenças.
Descobri, o que procuro não se define por regras e teorias,
não se materializa em imagens,
não se encontra em lugares específicos, fixos, nem por se estabelecer,
não se faz compreender por estudos.
Apenas há em um tempo ilimitado e num espaço infinito.
Ao ser humano está permitido senti-lo em pequenos instantes sem, muitas vezes, perceber tê-lo próximo.
Surpreendi-me contemplada com intensas e e significativas presenças de pessoas a quem posso chamar Amigos
que criaram e participaram de momentos e sentimentos que não obedecem a tempos nem a espaços,
somente existem nas mais diversas formas e em quaisquer instantes. [DESCOBERTAS.(versão 2007).]
5 de mar. de 2008
(2008)
... sentimentos que esqueço de dizer
Porém, vem o vento me lembrar...
...sentimentos que ficaram muito tempo por dizer
nas ondas do vento não se cansam de voar....
Eis-me aqui, não por meras palavras, ou por uma emoção ou sentimento passageiros.
Eis-me aqui por ouvir músicas, que eu nem bem conheço, mas que me remetem a muitos caros, bons amigos, amigos intensos.
Alguns que estão presentes, outros que se perderam por aí, ou que ainda vão se perder em meio de outros tantos que ainda estou por encontrar.
Não me refiro aos vínculos afetivos daqueles que se falam sobre todas as intimidades. Escrevo sobre aqueles que quando junto, nem se precisa falar, mas que me surpreende quando à primeira lembrança, o peito se enche de afeto e os olhos revelam o significado de tais presenças.
No caminho, nos encontros, nas distâncias, as ethnas que ficam, as que vão se fazendo, as que vão se (re)descobrindo. Em cada uma, coisas que vivi e aprendi com você. Em cada uma, transformações e constâncias; limites e perspectivas. Às vezes insatisfações; às vezes satisfações. Como as músicas...
“Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei...
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente...
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz” (Almir Sater e Renato Teixeira).
“Eu quero uma casa no campo...
Eu quero uma casa no campo
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero plantar e colher com a mão
Eu quero uma casa no campo...
E nada mais” (Zé Rodrix e Tavito)
Quando ainda nem nascida, pessoas escreviam essas letras e faziam melodias que agora me remetem ao meu tempo, a minha vida e a minha história.
É a partir dessa que recrio as possibilidades, reinvento, reconduzo meu caminho. É ela minha referência, na qual se insere você, o seu modo, do jeito como se chegou, da maneira como ficou. O momento mais forte de sua presença. O presente, o melhor e mais intenso do momento. Esse tempo, no qual nos encontramos. Um tempo que não é marcado pelo relógio e pelas horas, mas pelo sentimento.
Para você, em mim, há um tempo que não se mede, não cabe em relógios, ou ampulhetas. O tempo que permanece intacto. Que suspende as coisas. Que supera o término. Que surpreende a nostalgia com um monte de alegria e que faz do meu afeto algo prestes a transpor medidas, atravessar o espaço, e abraçá-la, num amor que fica terno e sustenta meu cotidiano trivial, na maior parte do tempo então marcado por horas.
Para você,
Um beijo que alcance a distância finita,
Um abraço que o suspenda num plano perene,
Um afeto que transcenda o espaço infindo.
(este poema foi escrito com dedição exclusiva a duas pessoas amigas irmãs que se revelam imprescídíveis na minha vida. Um beijo no coração de cada uma).
7 de jan. de 2008
(2007)
Quero perceber tudo com calma...
Até mesmo a correria.
Vem o dia... o sol...a lua.
As árvores... o verde.
Os pássaros... os cantos.
As flores... as cores... os perfumes.
As frutas... os gostos.
Neste amanhecer de primavera
O quente ainda frio.
O canto mesmo sem ritmo.
A dança mesmo tímida.
Inventa-se o movimento...
Ama-se mesmo o que ainda se desconhece.
Acorda a vida...
Conduz as pessoas.
(2007)
Posso lhe falar das flores...
Suas cores, seus cheiros e tamanhos.
Posso lhe falar do vento...
A sensação, a intensidade, a duração, a velocidade.
Posso lhe falar do sol...
O calor, o nascer, o pôr.
Posso lhe falar das águas...
Das correntezas, da pureza.
Posso lhe falar das árvores...
Seus tamanhos, suas diversidades.
Posso lhe falar das horas...
As marcadas pelo relógio, as sentidas pelo coração, as do pensamento,
Àquelas que passam e aquelas que não passam.
Posso lhe falar das emoções...
As sentidas, as não sentidas, as sem sentido.
Posso lhe falar de músicas, de pinturas, de livros, de sonhos, de fantasias.
Posso lhe falar, lhe dizer...Mas palavra alguma será suficiente para exprimir o meu sentir verdadeiro.
6 de ago. de 2007
Não se precisa ir muito longe... noticiário falado, imprensa escrita, virtual...basta virarmos para o lado, ou mesmo olharmos para frente e veremos, melhor, ouviremos conversas onde os temas predominantes são assassinatos, acidentes, bombardeios, desabamentos, corrupção, enfim, violência de todo e qualquer tipo. E para quem tentar buscar algo de bom, de melhor, resta, muitas vezes, a acusação de “poliana” ou “alienado”. Ainda comentários do tipo: “Que mundo você vive? A vida não é cor-de-rosa, não? Você já acordou ou ainda está sonhando?” Ou ainda, ao ver alguém se emocionar com ditas pequenas coisas (uma música, um carinho, um elogio, um filme) lá vem... “manteiga derretida”, “carente”, “depressivo”!
É uma demanda de ações, palavras, idéias e valores cujos significados vêm respaldados pela gama de divulgações negativas, equivocadas e mal-intencionadas que pessoas são literalmente bombardeadas; até mesmo o mais otimista dos otimistas sofreria o baque. Ah! Esqueci-me... Otimista?! Este é um espécime em extinção!
Interessante! Pois é justamente nesse momento que vivemos um outro “bombardeio”. A todo instante recebemos mensagens virtuais de amizade, esperança, fé, transformações; realizam-se eventos em prol da preservação ambiental do planeta, contra a fome, a favor da Paz aqui, acolá; religiões se criam e se propagam em nome da fé e disputam entre si quanto ao número de adeptos e fiéis (qual a maior torcida do mundo, digo, religião).
Faz-se necessário lembrar que aprender a perceber o mundo, as pessoas e os acontecimentos de uma forma mais harmoniosa e equilibrada é muito mais que conhecimento e informação... é sabedoria! Contudo, não fácil porque transformar o que está ao lado implica em responsabilidade e compromisso.
E também Que buscar o que há de bom, de melhor também é real e muito possível. Mas que fundamental mesmo é reconhecer a possibilidade de alçar vôos (Criativo “Ch’ien”) em sonhos enraizados na terra (Receptivo “K’un”).
1 de jul. de 2007
(2007)
Quando mãos trabalham juntas,
Muitas casas podem ser construídas;
Plantas podem ser plantadas;
Pessoas podem ser alimentadas.
Quando pés andam juntos,
O caminho fica mais curto;
As opções são maiores.
Quando mentes pensam juntas,
Muitos conhecimentos são gerados,
Muitas soluções são encontradas.
Quando corações sentem juntos,
O sentimento torna-se grande;
As pessoas desejam junto.
É quando o desejo torna-se realidade.
Quando os desejos são mútuos e os sentimentos intensos;
As mentes pensam juntas;
As mãos trabalham juntas;
Os pés andam no mesmo compasso...
E o desejo de outrora se torna a realidade de hoje.
(dedicado)
17 de mai. de 2007
(2007)
Tentar definir o Amor é uma tarefa proposta de solução indeterminada e atemporal. Inúmeras concepções sobre este sentimento buscam descrevê-lo sem, contudo, saber se o fizeram.
Um tema explorado, extrapolado, ilimitado. Permanente em literaturas, religiões, pinturas, canções, filosofias, filmes e ciências.
Embora isso, participando eu deste imenso universo, como não ousaria também tentar defini-lo?!
Concebo o Amor como um modo de ser característico da integração e diferenciação de um ser, que lhe permite ver, perceber, aceitar e encontrar um outro ser. O Amor é um sentimento que pressupõe auto-satisfação para poder doar-se aos outros num sentido de compartilhar.
O Amor implica num contato que permite apreciar as qualidades, conviver com limitações e aceitar o diferente.
O Amor não é uma relação com determinada pessoa, mas uma atitude, um sentimento que infere na relação de alguém com o mundo.
O Amor basicamente não é um sentimento por si só, mas que se mantém pela mutualidade de outros sentimentos e valores: respeito, confiança, carinho, amizade, companheirismo, compromisso.
E, por fim, permito-me dizer que a maturidade do amor, muitas vezes, traz ameaças a manutenção do mesmo. Embora devesse ser percebida e vivida como crescimento individual e compartilhado, pois no Amor acontece o paradoxo de dois seres serem um permanecendo dois.
9 de mai. de 2007
O relógio registra o tempo em milésimos, que são segundos, que são minutos, que são horas...dias...semanas...meses...anos.
Fatos que se fazem recordar registram o tempo por passagens de momentos e épocas: nascimento, infância, aniversários, conquistas, términos, festas, reencontros, desencontros, perdas...
infinitudes de detalhes particulares a cada ser.
As pessoas trazem o resgistro do tempo em si: marcas do corpo, nas lembranças da memória, nas emoções, sensações e sentimentos gerados e passados.
Mas tudo não passa de uma simples manobra para o homem pensar que pode controlar o tempo!(Reflexões...Agosto, 2006)
5 de mai. de 2007
Que meias sejam as palavras, pois inteiros serão seus significados, seus sentidos. Se, de meias em meias formos vivendo, quando findo, estaremos inteiros! (agosto/2006).
Quisera saber como passar os dias, mas já que não o sei...desejo que todos sejam, para todos, lindos dias de sol, ou então, com gotas de chuva para refrescar as horas. Ou uma brisa leve, ou vento forte para amainar as imprevisões do cotidiano (Novembro, 2006).
Simplesmente pelo fato de permanecermos presentes... aqui, ali, acolá. Simplesmente pelo ato de estarmos juntos... meses, semanas, dias...que seja! Essa situação revela-nos a dignidade que há em compartilhar a vida com outros. E assim, recomeçar mais um ano... mais um mês... mais uma semana... mais um dia em sua companhia. (Dezembro/2006)."
21 de abr. de 2007
(2006)
Que dizer dos amigos.
Não os digo, eu os vivo! Tão plena e intensamente que me deixo levar pelos seus sabores, cores, sons, cheiros.
Os verdes ainda são recentes, precisam amadurecer. Os amarelos já chegaram e estão se acomodando. Os vermelhos, estes já se instalaram; têm seu lugar.
Vejamos... os azedos me puxam para a realidade, pois os doces tendem a me levar às alturas. Os salgados acentuam os sabores da vida, enquanto os insossos equilibram os exageros.
Ah, claro! Os sons... os agudos me despertam para os desafios das escolhas. Os graves me fazem acordar dos sonhos. Os altos me mantêm alerta e os baixos me embalam doces sonhos.
Quanto aos cheiros... esses são tantos: terra, água, ar, mar, alfazema, rosas, alecrim, dama da noite...
O importante é que todos me fazem degustar a vida com o mais intenso prazer de tê-los próximo.
15 de out. de 2006
