14 de out. de 2018

E PARA HOJE

E para hoje...
Gotas!
Gotas caídas.
Gotas se esparramando.
Gotas se estatelando.
Gotas gotejando.
Gotas aglomeradas.

Som que embala,
Imagem que refresca.

Forma espontânea e natural
Do que pode ocorrer a qualquer instante.

Do nascimento, lugar comum a todas.
Do caminho, diversidade.
Do término, transformação; não finitude.

Os milagres surgem assim...

Elemento forte que carrega, rompe,
...o mesmo que penetra suavemente,
                        que limpa.

E para hoje...
Um acordar ao embalo de ...gotas!
Muitas gotas.
Gotas caídas.
Gotas esparramando-se em folhas.
Gotas estatelando-se em calçadas,
Gotas mergulhando na grama.
Gotas gotejando por canaletas.

Som que embala
imagem que encontra o olhar
conduz ao sentir espontâneo e natural

Os milagres surgem assim.

Ponto final.

5 de mai. de 2018

FOLHEANDO POR AI

Folheando por aí...
Cheias de formas tão diversas
cores diferentes - ora suaves - ora intensas
ora se deixando levar a lugares quaisquer
ora indo...ora voltando
ora leves...ora pesadas
ora grandes..ora pequeninas
ora elevadas...ora baixas
ora se justapõem...ora se misturam
ora compartilham espaços...ora se individualizam

Voltam a terra e da terra se nutrem para seu nascer

Fantástico a semelhança: como somos tão humanamente folhas!

25 de mar. de 2018

OUVINDO O VENTO

O vento que apaga,
                 refresca,
                     esfria.

O vento que balança,
                         agita,
                     arranca.

O vento que espalha,
                           traz,
                           leva,
                       levanta.

(O vento) tudo baila ao seu redor,
             Inquieto, mexe e remexe,
                                           enrola.

O vento murmura (brando),
                  assovia (insano),
                        grita (voraz).


Agora o meu vento também tem som...sussurra

                se faz tilintar bem juntinho da minha janela!


(Dedicado)


23 de fev. de 2018

RETORNO

Retorno
   Re(en)torno
      e(n)torno
            torno

Brincadeira com letras e significados
"esconde" essências de encontros...
que se contam
         no momentos de saídas,
         nos momentos de retornos,
         nos momentos que se encontram
         nos cotidianos dos dias corriqueiros.

                 Você e eu...nós

Historia compartilhada em semelhanças
diferentes de duas mulheres...
Círculo mágico da vida se marcando por afetos.

Bonitas imagens para um novo significado da palavra
             
                   Retorno.


Dezembro, verão 2017
(Dedicado)
 

PEDRAS

Fui andando
juntando pedras pelo caminho
Algumas apareceram naturalmente
Outras foram jogadas deliberada e gradualmente
(algumas eu mesmo joguei)
Tem aquelas ainda que escolhi...carregar

Todas Pedras!

Traçados que o tempo é o artista maior.
Risca linhas
Apara lados
Esculpe faces
Tinge cores
Dimensiona medidas

Guardam a sabedoria dos fenômenos naturais:
Vento! Tempestades! Sol! Chuva! Fogo! Água! Frio! Calor! Flores! Terra! Raízes!

Sei apenas e apenas,

encantam-me as pedras e a força de suas presenças.
Algumas tão pequeninas que cabem bem aqui...

             na palma da minha/tua mão!

verão 2018
(dedicado)

17 de jan. de 2018

2017...ANO DO GALO DO FOGO

" ...o Galo de Fogo brilha como uma estrela no céu escuro, trazendo esperança e transformação para aqueles que sabem como agir harmoniosamente em circunstâncias prevalecentes. (...) 
Lealdade, comprometimento, trabalho duro, valores de família, e manter o visual alinhado são algumas dessas características que vão te trazer recompensas esse ano. Os Galos são os primeiros a levantar de manhã e acordam a todos com seu canto. É hora de se levantar e agir! Não pare no meio do caminho quando você pensar em avançar! A palavra de ordem é ser prático, mas sem se arriscar demais, prefira os caminhos já conhecidos. O sábio conselho de Sun-Zi, que ainda é ensinado em círculos militares até hoje, aconselha a “alcançar vantagem psicológica sobre o adversário e usar a força apenas como o último recurso”...a diplomacia vence!Seu círculo de amizades definitivamente vai aumentar esse ano..."[http://www.horoscopochines.net/artigo/horoscopo-chines-ano-do-galo-2017/]

Essas foram observações para o ano Chines do Galo que se finda..Embora uma ocidental nata, aprecio profundamente e acredito ter alguma ligação com o oriente...em tempos remotos e no tempo de agora...

Então em 2017 aconteceu a publicação , em parceria com outros autores, de um livro com poemas e contos [Eu conto Tu Poemas] eis alguns registros para aqueles que quiserem apreciar o fato...rememorar ou se fazer conhecer...

Gratidão! 
Ethna Thaise


Florianópolis , dezembro 2017

 











Blumenau, dezembro 2017



 







Acompanhe também o vídeo com outras imagens...




O livro está a disposição de interessados, sendo que posso posta-lo mediante contato: 
www.ethna-thaise.com ou via "in Box" pelo Facebook: Ethna Thaise
 

28 de mai. de 2017

SABORES A SUA SERVENTIA

Para paladares diversos em dias que devem ser marcantes pelas presenças, oferecemos um diferencial ao prato do dia:

A entrada,
Caquinhos de pão italiano com porçãozinhas de  molho sauce suave. O pão purifica o paladar e o molho aguça as papilas gustativas para os deliciosos sabores que seguirão!

Ao prato principal,
A Tainha. Peixe de mar azul aonde as ondas vêm e vão...com apurado gosto na grelha e no limão; rodeada de um molho agridoce de manga apimentada. Sabor que provoca a salivação pela cor dourada e por odores que aquecem o coração.

Aos acompanhamentos,
Arroz branco soltinho, salpicado com salsinha fresca que brinca com os odores do prato principal
Rodelas de batata sauté ao forno caramelizadas com raspas de limão, que lembram sabores instigantes da vida!

Para harmonizar sugerimos,
Água natural, a temperatura ambiental para suavizar o paladar
Vinho branco seco ou demi secco levemente resfriado para enaltecer os gostos e humores da mesa
OU
suco de abacaxi, manga ou maçã todos com folhinhas de hortelã ou uma limonada suíça para combinar com a afinidade dos pratos

TODOS servidos em taça de um cristal transparente para adornar com as cores da sua mesa!

Para concluir nossa apresentação...A Sobremesa!

Pera caramelizada com raspas de amêndoas e gotas generosas de chocolate meio amargo! 

Este final é nosso presente a sua presença em nossa casa!

Faça sua escolha de acordo com sua melhor satisfação! E acrescente ao nosso cardápio:
seus sorrisos, suas expressões doces e alegres, seus gestos gentis, seu ritmo suave e tranquilo.

Sua escolha é nosso melhor tempero para servi-lo!               Seja bem-vindo!

foto ilustrativa.

27 de dez. de 2016

Para momentos de reflexão de um 2016...2017

Geralmente minhas reflexões são breves, mas vou me fazer diferente neste momento. 
Com a permissão de um dos grandes lideres desses dias atuais, Dalai Lama, utilizarei das suas palavras para transmitir as minhas intenções a todos...

As gentilezas, as solidariedades, os altruísmos, os desejos de bem-querer e de paz, saúde e amor que surgem intensamente nesta época natalina e de findar de um ano não são apenas atitudes de um momento. Se elas se manifestam é porque elas estão presentes no existir humano e fazem parte da convivência de nossas vidas, diariamente. Podemos, então, observar como nos sentimentos tão bem recebendo gestos de afeto e expressões de bem-querer; como nosso espírito, nossas mente e, mesmo o corpo, respondem tão espontaneamente a essas expressões: a expressão de um olhar surpreso, um sorriso breve (que seja), um corar da face diante de um ‘te amo’ tímido, um leve aperto de mão, um abraço acanhado, um desejo simples manifesto numa frase breve: Feliz Natal. 
Isso significa que “assim como eu desejo a felicidade e desejo evitar o sofrimento, o mesmo se aplica a todos os outros seres vivos. A natureza de nossa existência é tal que dependemos da cooperação e da gentileza dos outros para nossa sobrevivência, independente do meu e do seu nível de desenvolvimento pessoal e do seu caminho espiritual. Cultivar esse entendimento e praticar esse reconhecimento significa desenvolver uma atitude que lhe permita considerar outros seres como preciosos” (Dalai Lama, 2002). É o fato de nossa existência como seres interdependentes uns dos outros. Queiramos ou não...é fato!

“...Onde quer que eu vá, com quem quer que esteja (...) e do fundo do meu coração possa eu considerá-los sumamente preciosos” (in: Dalai Lama, 2002)
Sendo isso, estendo meus sentimentos de carinho e gratidão para com todos, bem como o reconhecimento de suas preciosas presenças no decorrer dos meus dias.
Que vocês fiquem bem e estejam alegres, em paz e felizes...
A imagem pode conter: planta, flor e natureza

9 de abr. de 2016

Toda alma precisa de uma varanda.

Outro dia, lendo a passagem de um livro me deixei levar por lembranças...
da varanda.
Estreita, retangular, não muito cumprida. Uma das laterais dava acesso a cozinha da casa; a outra tinha um cercado branco com uma pequena abertura por onde se acessavam degraus de cimento que, por sua vez, iam dar na garagem. Uma das pontas descia para o jardim da frente da casa, em apenas dois degraus. A outra dava para  para o fundo do terreno, uns cinco, seis degraus: um gramado enorme que levava ao galinheiro e também a uma lavoura que, dependendo da época do ano, se recheava de abóboras, morangos, pepinos, pimentas, vagens, feijões, tomates e milhos e por aí vai. O piso dessa varanda era de um vermelho escuro que brilhava quando encerado. Adorava ficar na varanda seja brincando, seja sentada, deitada, em pé. Às vezes, ficava sentada nos degraus olhando o movimento da rua, ouvindo os adultos conversar aos fins das tardes ou vendo meus pais e bisavó arrumarem o jardim. Às vezes sentava nos degraus dos fundos para ver a plantação...ou os vizinhos do fundo. As varandas continuaram presentes em minha vida. 

Já estive em uma varanda com janelão enorme que surgiu depois da sala de estar. Além da brisa ao findar da tarde, o que me encantava era a luz do sol pela manhã e as plantas, pássaros e borboletas que moravam por lá: trepadeiras, beijinhos, violetas coloridas, temperos (salvia, alecrim, cebolinha, entre outros que se revezam pela época do ano). Todos comungavam do mesmo espaço, do mesmo vento, da mesma luz...chuva...sol durante manhãs, tardes e noites. 

Uma vez estive numa varanda movimentada. Aliás, movimentadíssima! Noites, tardes e manhãs de sons: carros, conversas, buzinas, raramente cessavam...raramente a janela que lhe dava acesso permanecia aberta. Todavia, por momentos se estendia um tapete acompanhado de duas ou três almofadas e o céu estrelado e enluarado se tornava meu teto, especialmente nas noites de verão!

Às vezes, espio por uma varanda pequenina e estreita os desenhos que as pedras fazem no mar, ouço o barulho do vento e da chuva nas árvores no jardim e guardo sensações que ali, ali sempre terei mais que um lugar... terei aconchego!

Em alguns poucos momentos tenho estado em uma varanda cumprida, estreira, clara; metade que escondida por detrás de uns arbustos; presenteada com sons de seres caseiros e bagunceiros (rsrsrs) e leves e sonoros sinos dos ventos. Outrora muitas e muitas conversas por tempo que já se foi aconteceram costuradas por ali. Brindes foram feitos. Risadas foram dadas. 

Outra varanda que ainda frequento vem depois de uma porta marron, de madeira antiga; dá vista para Pracinha dos Bandeirantes, às vezes com pombas, às vezes sem pombas. Também tem piso vermelho! Tem duas cadeiras brancas e o vento do fim da tarde é brisa que refresca o olhar. Uma varanda simples que fica no primeiro andar de das casas mais antigas da Pracinha. Eu já elevei meus olhos muitas vezes da Pracinha em direção a esta varanda apenas para ter certeza que alguém me cuidava! Nesta varanda tenho afetos e conversas com meus avós e demais familiares!


Cheguei a uma conclusão: 

Toda alma precisa de uma varanda!

Outono de 2016 (Março)


3 de jan. de 2016

Para 2016

Acordei esta manhã com vontade de acompanhar o dia, que jamais voltará. 
Cada ano é um capítulo escrito no livro da vida. 
Cada dia vivido é um depósito valioso na poupança da vida. 
Nas linhas da vida...cada passo marca caminhos longos, curtos, compartilhados, solitários. 
Cada gesto abre...fecha aberturas pequenas, grandes. 
Cada sorriso ilumina focos de momentos da vida. 
Cada lágrima umedece pontas do tecido da vida. 
Cada palavra projeta significados diversos no universo próximo....distante. 
Cada pedido reflete vontades reais, possíveis, utópicas.
Cada sentimento traduz experiencias, desejos, emoções e...mais sentimentos.
Cada prece conduz intenções que se expandem...
Que os dias de 2016 nos sejam parceiros, compartilhados, leves, intensos, sinceros, sábios e gratos para alcançarmos a serenidade e felicidade que almejamos...
Que todos sejam abençoados em 2016!

REABASTECENDO EM MEMÓRIAS.

Existem memórias que são abundantes fontes afetivas para abastecer o Espírito. Rememorá-las é como caminhar descalço na areia da praia num começo de manhã vendo o nascer do sol com gentileza. 
Como andar pela floresta sentindo o frescor daquele ventinho que se choca contra sua pele suavemente. 
Como o cheiro do café recém coado e do bolo ainda quentinho saindo do forno. É como se balançar na rede da varanda numa tarde preguiçosamente deliciosa. 
É um cafuné gostoso que a vida lhe oferece acompanhado de um colo que embala.
Rememorar alegrias. Nostalgias. Mimos. Fatos diversos da vida. 
Seja quando estamos repletos de alegria, sucesso, saúde, felicidade; ou seja, quando estamos cabisbaixos, tristes, cansados, aborrecidos, desacreditados.Podemos escolher uma delas para nos regar com a energia agradável, com o sentimento reconfortante, com a emoção motivadora de que é a vida é feita. Ver de novo. Sentir de novo. Alimentar o coração, o corpo, a mente e o espírito. É um combustível para reabastecer nosso tanque de sabedoria.É uma maneira afetiva de revigorar a energia do momento que nos faz agora.[Outubro, 2015]



20 de out. de 2015

ABENÇOADAS SEJAM.

Abençoadas sejam as surpresas do caminho.
Surpresas que se mostram, a qualquer hora, sem aviso prévio ou mesmo, aquelas que se demoram a aparecer...

Abençoadas sejam as afeições compartilhadas. Um punhado aqui de carinho, um punhado ali de afeto, alguns abraços, muitos sorrisos, um olhar confiante, uma simples presença silenciosa.

Abençoada a compreensão que prospera quando os olhos que veem são da bondade.

Abençoados sejam os encantos que inebriam o espírito. Os momentos felizes que passam longe das plateias de expectadores curiosos. Os improvisos que desmancham os roteiros arrumadinho da gente. Os diálogos que acontecem no idioma dos gestos, dos olhares, das palavras, dos toques.

Abençoada seja a gentileza que desloca a escassez de delicadeza, a rigidez, o pesado e sintoniza com a estação da leveza, da amabilidade. Que nos revela não ser tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante.

Abençoadas sejam as dádivas generosas que vêm nos lembrar de que viver pode ser mais simples. Como o florescer das plantas, como o nascer dos astros no firmamento, como o passar das nuvens e o vai-e-vem das ondas. Ou mesmo andar descalço, banhar-se em rio, comer goiaba da goiabeira, colher laranja, seguir formigas, espreguiçar na rede, adormecer na areia, tomar água do regato...

Abençoados sejam lugares de descanso para os nossos cansaços, os lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Também como, os apertos (abraços e colos) que nos dão conforto.

Abençoada a realidade que dá pra mudar o foco. Mudar as atitudes. Mudar o pensamento. Mudar o sentimento. Mudar a idéia. Certezas estáticas são utopias
E as utopias nos afastam da realidade.


Abençoadas sejam as transformações que nos surpreendem, que tantas vezes nos salvam de nós mesmos.

CORPO DE SENTIMENTOS.

Sentimentos não enrugam a pele, fortalecem sim o corpo:
Melhoram a capacidade cardíaca quando o coração bate mais forte.
Aumentam a vascularização quando o sangue circula pelas veias e artérias espalhadas por todo o corpo.
Minimizam câimbras, tensões musculares e as dores quando os pulmões se expandem e se contraem diante a entrada e saída profunda e cadenciada de mais oxigênio.
Alongam a pele da face quando os sorrisos aparecem e os olhos se lubrificam com o surgimento das lágrimas.
Os músculos e ossos se esticam e encolhem quando aos pulos vibramos com alegrias ou nos aconchegamos no colo de braços que nos aquecem.
Flexiona m as articulações e tendões quando dançamos aos ritmos diversos e compassados das músicas.
Relaxam os pensamentos quando os hormônios se produzem diante atitudes de satisfação, prazer, alívio e felicidade.
 Enfim, que infinidades de benefícios quando sentimos de corpo, mente e espírito!



REABASTECENDO EM MEMÓRIAS.

Existem memórias que são abundantes fontes afetivas para abastecer o Espírito.

Rememorá-las é como caminhar descalço na areia da praia num começo de manhã vendo o nascer do sol com gentileza. Como andar pela floresta sentindo o frescor daquele ventinho que se choca contra sua pele suavemente. É como o cheiro do café recém coado e do bolo ainda quentinho saindo do forno. É como se balançar na rede da varanda numa tarde preguiçosamente deliciosa.

É um cafuné gostoso que a vida lhe oferece acompanhado de um colo que embala.

Rememorar alegrias. Nostalgias. Mimos. Fatos diversos da vida. Seja quando estamos repletos de alegria, sucesso, saúde, felicidade; ou seja, quando estamos cabisbaixos, tristes, cansados, aborrecidos, desacreditados. Podemos escolher uma delas para nos regar com a energia agradável, com o sentimento reconfortante, com a emoção motivadora de que é a vida é feita. Ver de novo. Sentir de novo. Alimentar o coração, o corpo, a mente e o espírito. É um combustível para reabastecer nosso tanque de sabedoria.

É uma maneira afetiva de revigorar a energia do momento que nos faz agora.

ENTÃO...

Desconheço tantos caminhos e quantos ainda a seguir.
Também existem dúvidas se quero conhecê-los.
Minhas vontades são de percorrê-los, apenas.
Ampliá-los na descoberta de outros traçados!

Comigo tenho um punhado de recordação, um punhado de vivência, um punhado de lição, um punhado de respeito, um punhado de sentimentos, um punhado de emoções, um punhado de conquistas, um punhado de escolhas e decisões e um montinho de consequências.

Existo no momento atual da minha história ajeitada até então:
nas datas e nascimentos, nos nomes e sobrenomes, nas comemorações, nas saudades, nas viagens, nas transformações, nas presenças e nas ausências, nas distancias e nas proximidades, nos términos e nos começos e também, em algumas continuidades.

Às vezes me perco entre acontecimentos, apenas para ter a satisfação de me encontrar. De me reencontrar... na amplidão das paisagens, em reflexões sobre a existência, em caminhadas tranquilas, em palavras melodiosas, em músicas tocantes, em descansos tranquilos, em lugares e pessoas aconchegantes, em afetos agradáveis, em sorrisos espontâneos, em gestos gentis, em histórias contagiantes.

Embora me aflore a consciência do caminhar só, não há solidão.
Mas sim a licença saber instituir espaço para o novo, para o reconstruído, para o que ainda está. Para o que há sem haver. Sem se importar com o tamanho.
Permitir-me olhar simplesmente, sem muitas qualificações, identificações, interpretações, nomeações.
Vivendo os amanheceres e anoiteceres de dias aparentemente iguais.
Até a permissão de acreditar com o coração confiante de me amanhecer novíssima depois de cada anoitecer.


27 de mai. de 2015

MEUS DIAS III.


Mais um de meus dias onde a companhia do silencio, dos movimentos urbanos, o ensaio primeiro da chuva posterior, ruídos leves e passageiros acompanham o passar o das horas.
Hoje pela manhã saí cedo, de certo, porque acordei cedo. 
O frescor matinal foi um convite a qualquer coisa, menos ao que era a pretensão do dia. O vento soprava levemente gélido. O silencio da rua era convidativo ao olhar para cima, para baixo, para os lados, para frente, para trás. Sem receios de atropelos.
O farfalhar das folhas, se quer, rompiam com o silencio. Ao contrario, pareciam compô-lo.
Na chegada de retorno a casa, acompanhada pelo ensaio de um chuviscar; o jardim também se apresentou convidativo para ficar. Toda uma realidade que transcende a própria imagem, tornando difícil encontrar palavras a sua tradução das sensações e sentimentos provocados.  
Conduziu-se em tranquilidade ao surgimento de múltiplos sentidos e sensações; os mesmo sem muitos roteiros ou pretensões. 
No mergulho desse universo um alvoroço desponta meio que do nada, direcionando a atenção para sons e cores diversas...
Companhias suaves, os pássaros invadem o silencio em harmonia.
Chegam de lugares quaisquer e pousam. Alçam vôo da mesma maneira, para lugares quaisquer. Aparecem e desaparecem; ora lentos, ora lépidos; ora vêm para perto; ora vão para longe. Parecem não ter pouso, nem repouso... mas seu canto ritmado denuncia que eles os têm.  

Assim aconteceu

o momento me conduziu e me deixei tomar por uma sensação de estar...em mais um dia.