Descubro-me uma apaixonada eterna pela vida e, consequentemente, pelo que esta tem me oferecido de mais sagrado. assim o sendo, o faço de maneira humilde, mas que melhor encontro para alcançar a todos...uma oração a cada escrita em agradecimento a cada presença...
10 de dez. de 2012
ENCANTOS DE ARROZAIS
2 de out. de 2012
O DITAR DOS MESES
IDADES DA VIDA
21 de jul. de 2012
BRINCADEIRA SÉRIA
Comecei uma brincadeira de tentar nomear o que aparece aos
olhos do coração. Descobri que os mesmos se refletem nos ecos da mente. E também
enraizados no terreno fértil do espírito. De repente me deparei com uma montanha
russa de sensações: ora desce, ora sobe; ora rápida, ora lenta. Ora cabeça para
cima. Ora cabeça para baixo. Frio na barriga! Respiração contida! Coração
acelerado!SAUDADE
LUGARES
16 de mai. de 2012
1 de mai. de 2012
2 de mar. de 2012
UMA PARTIDA*.
*em homenagem a mãe de um amigo (JJ)
21 de fev. de 2012
DA TRISTEZA.
DA TRISTEZA - parte 2.
Minha resposta veio em forma de outra pergunta:
é preciso estar triste para sentir tristeza?
Posso escrevê-la tristeza por sentir-me motivada!
Por sentir saudades, nostalgia!
Por ter lembranças!
Por sentir-me realizada, satisfeita!
Ou, simplesmente posso escrevê-la tristeza por sentir alegria!
Quaisquer sentimentos...
Seja por senti-los,
Seja por percebê-los em algo ou alguém,
Seja por conscientiza-los em meu próprio existir,
Seja, simplesmente, por escrevê-los na tentativa de uma humilde tradução.
Mas, se aprender a senti-los na intensidade que devem ser...
Ficarei satisfeita.
Pois, assim, posso tê-los sem o demasiado sofrimento.
E seguir sentindo o que me for devido...triste ou não.
Sem me deixar prender pelos apelos do sentir amortecido das épocas de agora.
ENCONTRE-ME PARA QUALQUER COISA
Tá fazendo o que? Sei.
Então, presta atenção.
Encontre-me para bebericar algo: vinho, cerveja, caipirinha, chá, café, chocolate, suco.
Um copo d’água refresca bem e serve a qualquer momento.
Encontre-me para uma corrida, um dançar, uma caminhada; um andar descalço.
Perambular por quaisquer caminhos urbanos, rurais, fantasiosos, reais.
Encontre-me para um prosear; uma conversa largada sem eira nem beira; um papo-cabeça.
A associação de palavras pode acontecer a quaisquer instantes.
Encontre-me na esquina, no boteco, no salão de festas, na biblioteca, no ponto de ônibus, na rodoviária, no templo. Nos lugares mais inusitados e inesperados também são aceitos.
Encontre-me para um petisco tostado; um prato refinado; ou o trivial feijão com arroz.
Encontre-me para uma musica erudita; um pagode surrado; uma rancheira marcada; um samba de breque.
Encontre-me para uma comedia displicente; um suspense inteligente; um drama chorado; um romance imortal; um musical.
Encontre-me para observar o que estiver ao alcance dos olhos e brincarmos com as cenas da imaginação.
Sejamos criativos!
Encontre-me amanha e depois. Ou mesmo hoje.
Para rirmos do que passou e divagarmos sobre o que virá.
Encontre-me para silenciar porque esse pode ser o momento exato de ouvir melhor qualquer som.
Encontre-me para qualquer coisa, pois esta será sempre a melhor hora para se fazer nada.
Encontre-me! Venha por qualquer caminho; chegue a qualquer tempo, de qualquer jeito.
Encontre-me simplesmente para qualquer coisa!
LINGUAGEM DO VENTO.
Como ventania no transcorrer das tempestades.
Como murmúrio aos amanheceres.
O vento tem sua linguagem particular.
Uma linguagem integrada ao balançar dos galhos,
ao esvoaçar das folhas;
aos tempos das estações.
Vento que canta, encanta, aterroriza.
Varre meus pesares.
Refresca minhas memorias.
Espalha meus sentimentos.
Reúne meus pensamentos.
Revela-me qual o segredo de sua liberdade!
Ir por lugares diversos,
Passar por tamanhos ínfimos,
Desprender-se por espaços limitados [...]
Talvez tenha que aprender a escuta-lo no sopro diário de sua presença.
Ou ausência!
8 de jan. de 2012
pro ano de 2012
Pro ano que finda e pro ano que começa vai lá um convite adornado do mais colorido festim: achegue-se quem vem no caminho. De passagem, que seja! Pode servir-se. É só levar. É só levar! Sirva-se em abundancia dos regalos que a vida oferta e na medida em que lhe seja suficiente; para que possa o outro também ser servido. E continuar a servir. À entrada: beijinhos, abraços, afagos, sorrisos, olhares, carinhos. Todos quentinhos. Prontinhos para serem consumidos. Servidos a hora do pedido. Como ceia serve-se respeito, compreensão, saúde, paz, amor, paciência, sinceridade, fé, humildade. Todos com acompanhamentos completos: aconchego, confiança, sutileza, bondade, serenidade, tolerância, vontade, aceitação, gratidão. Os temperos estão a disposição e conforme o gosto: delicadeza alegria, paixão, entusiasmo, temperança, perseverança, cortesia, Recomenda-se ainda algumas porções de diversidade de: companhia, acolhimento, amizade, lealdade, sentimentos, emoções, saudades, lagrimas. Para entretenimento dos participantes: movimentos, ritmos, cores, cheiros, aplausos, conquistas, silêncios. Saboreie a harmonia dessas iguarias de uma vida mais chegada aos encontros que ela proporciona. Aproxime pra mais perto. Assim fica melhor e mais fácil para assear quando da chegada dos desavisos do caminho, dos mal-estares e indigestões. Esta ceia pode durar mais que um dia. Mais que uma semana. Mais que uma dezena de semanas. Mais que uns meses. Pode durar pra mais de mim. Pra mais de você. Pois a validade da qualidade desses alimentos não se vence! Seja para este, seja para o ano seguinte. E o seguinte. E o seguinte!
Com minha imensa gratidão a presença de todos nos sustento de meus dias...
FELIZ NATAL E SABOROSO 2012 !
30 de nov. de 2011
QUANTO ENVOLVE UM MINUTO.
Exato instante entre o vago do que pode vir a ser e o que acabou sendo;
Exato instante ambicionado de calmaria para os dias agitados;
Exato instante desejado de rebuliço para os dias sossegados.
Exato instante do silencio necessário para as escolhas a fazer;
Exato instante de ação perante as decisões tomadas.
Exato instante que separa sutilmente a diferença entre o significado de um sim e de um não.
Um minuto que nasce em um acaso qualquer
e acaba na mesma duração de tempo,
deixando memorias do inédito.
Que desconhece a proporcionalidade de um único evento.
Que simplesmente transcorre na medida de sua singular e particular trajetória.
Um minuto...
passa e não quer de volta;
Acontece e não cobra o que ocorreu;
Provoca sem esperar seja o que for;
Motiva lagrimas e sorrisos conjuntamente;
Abarca lembranças de ocasiões;
Guarda saudades;
Surpreende, em sua pequena finitude,
com uma realização de diversas sensações.
Alimenta o tempo que sucedeu.
Renova o tempo que chega.
E que incide num contínum infinitum de minutos que se seguem.
Um minuto se compõe no conjunto de seus segundos.
E compõe horas inteiras de dias igualmente inteiros.
Minuto em minuto, quando somados, valem mais que uma fatia de tempo.
Contam a jornada de uma vida toda.
ESTAÇÕES - PRIMAVERA.
Saí de surpresa a porta que dá para o jardim.
Senti-me liberta para apreciar...
Transformações contínuas perpassam as paisagens do cotidiano.
As quais, nem sempre, estamos perceptíveis.
Iludimo-nos dentro de uma percepção do constante...
do permanente...do estável.
De meses a meses despimos cores, odores, temperaturas, ritmos, nascimentos, mortes.
Renovações que nos são ofertadas como peças singulares de uma produção de série exclusiva.
A hora, ao dia, ao momento mínimo que se deixa acontecer.
Inundou-me uma vontade de mudar minha meteorologia interior na tentativa de acompanhar tamanha inspiração!
Quanto tempo leva para aprender...
que a flor tem vida na semente
que a semente tem vida na terra
que a terra é vida natureza.
Quanto tempo leva para aprender...
que a folha pertence a uma planta
que a planta integra-se a terra
que a terra é vida natureza.
Quanto tempo leva para aprender...
que odores perfumados pertencem aos jardins,
que cores diversas ofuscam prazerosamente o olhar,
que gotículas escorregam divertidamente pelas folhas, troncos, vidros, paredes, etc. refrescando o ar/ terra
que a terra é vida natureza.
Quanto tempo leva para aprender...
que a manutenção da vida está na atitude do que se faz agora
que o agir de ontem implica no ato de perceber a vida até seu mais derradeiro momento
que o segredo da chegada está, exatamente, no dia da partida.
Como prenunciado:
todo ano a primavera volta a aparecer
para, alguns dias após, partir.
Sem, contudo, deixar de ocorrer.
MINHA QUARTA-FEIRA.
voando por estar enamorada pelas ações que se deixam acontecer:
um cuidado com o cão, um cuidado ao preparo do café, um cuidado com o jardim, um cuidado com as plantas, um cuidado com a casa... vários cuidados.
O sol deixa o dia mais leve. E com certeza, mais luminoso e aquecido. Porém, não muito. Uma temperatura quase que... perfeita.
As cores parecem mais vivas. Os pássaros animados sobrevoam o céu em loucas e livres manobras, contrastando suas cores com o azul celeste.
O leve vento aparece e desaparece, por momentos breves.
Nos instantes posteriores, me deleito com palavras que busco humildemente entender; tornando-as práticas do meu dia-a-dia.
E assim, delineando meu crescimento no caminho de um cuidado com aqueles que comigo se cruzam, convivem, compartilham.
Em outras leituras me perco num mundo de dragões, anões, elfos, cavalheiros, encantamentos.
Que também seduzem minha imaginação.
Minha quarta vai se finalizando.
Ainda há tempo para tantos afazeres, mas eu escolho um: deixar-me adormecer embalada pela doce música e voz de Mercedes Sosa a lembrar-me... gracias a la vida!
Eu me rendo e reverencio! Pois amanhã chegará como chegou esta quarta (2011)
24 de ago. de 2011
FINS DE SEMANA.
QUE SE DEIXE AO CORAÇÃO.
24 de jun. de 2011
ARMÁRIOS DO TEMPO.
Na existência do passar dos tempos sentimentos agigantados findaram. Juras de amor se perderam. Despedidas se fizeram. O tempo de atrás tem historias não esquecidas que se contam na lembrança do que já foi. O armário do tempo tem gavetas inúmeras que guardam memorias merecidas de respeito e ternura. Tem conteúdos armazenados nas prateleiras da vida. Tem um baú de esconderijos que resguarda episódios decorridos. Tem fechaduras de segredos que guardam lembranças originais. Tem poeiras que acobertam um amontoado de coisas que revelam mais do que se mostra ser. O mesmo tempo disfarça os conteúdos. Vasculha. Mistura. Separa. Assombra. Rotula. Agita. Acomoda. Aproxima. Distancia. Restringe. Amplia. Intimida. Preocupa. Ocupa. Interage. Integra. Contrapõe-se. Contradiz-se. Completa-se. Por fim, não responde a lógica alguma. Não abre brechas a explicações. Esses disparates do tempo anulam as resistências internas. Sabotam as defesas. Confrontam nossas certezas com a relatividade de nossa própria existência. Embotam o pensamento enquanto não nos fazermos concordantes de suas condições. A razão responde menos ao que se percebe mais ao que se sente. Passamos, a saber, aquém do que supúnhamos saber. Nosso armário retém histórias que perpetuam um contínuo muito além de nós mesmos. De um tempo que em determinado momento, deixou de nos pertencer.
